Índice
  Lesões corporais
  Físicos
          
   
  Eletricidade
  Temperatura
  Pressão
  Radioatividade
  Luz
  Som
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- Meio mais importante no mecanismo de produção das lesões
- Dentro deste grupo, encontra-se o principal estatisticamente: o mecânico
Eletricidade

- A eletricidade produz lesões corporais de
- Forma direta
- Pela eletricidade em si, alterando, por exemplo, o funcionamento cardíaco
- Forma indireta
- Pelo efeito joule, com a produção de calor, queimaduras elétricas.
- O aspecto geral das lesões produzidas pela eletricidade é de crosta ou escara seca e dura.
- A fonte de eletricidade pode ser natural (raio) ou artificial.
- Eletricidade Natural - Raios
- Marca de Lichtenberg
- Fulminação
- Morte instantânea por raios.
- Fulguração
- Perturbação causada no organismo vivo por raios, sem ocorrência de êxito letal (morte).
- Eletricidade Artificial - Doméstica ou Industrial
- Marca de Jellineck
- Eletroplessão é o dano corporal com ou sem êxito letal, provocado pela ação de corrente elétrica artificial nos seres vivos.
- Óbito por eletricidade
- causa cardíaca,
- pulmonar ou
- cerebral,
- entretanto, o choque elétrico pode levar a quedas que podem ser a verdadeira causa da morte.
Eletricidade == Metalização ==
Metalização

Metalização é a deposição cutânea de metal em decorrência de corrrentes elétricas.
Pode ocorrer nos casos de eletricidade natural e artificial. Temperatura
- Termonoses
- Termonoses são os danos orgânicos e a morte provocada pelo calor por meio de insolação ou pela intermação.
- Insolação
- É a ação da temperatura, dos raios solares, da excessiva umidade relativa e viciação do ar, tendo escassa importância médico-legal, por ser de origem freqüentemente acidental.
- Intermação
- São os danos orgânicos ou a morte ocorridas em espaços confinados ou abertos, sem o suficiente arejamento, quando há elevação excessiva do calor radiante. As causas jurídicas da intermação são acidentes de trabalho e crimes.
Temperatura == Geladura ==
Geladura
- São lesões resultantes do frio sobre o revestimento cutâneo, semelhantes às lesões causadas pelo calor.
- As ações do frio são de pouca importância médico-legal no Brasil, pais tropical.
- A ação geral do frio pode levar a:
- alterações do sistema nervoso
- sonolência
- convulsões
- delírios
- perturbações dos movimentos
- anestesias
- congestão ou isquemia das vísceras
- pode causar a morte, se muito intenso
- Classificação das Geladuras (ação local)
- 1º grau
- Palidez ou rubefação local e aspecto anserino da pele
- 2º grau
- Eritema e formação de flictenas de conteúdo claro e hemorágico
- 3º grau
- Necrose dos tecidos moles com formação de crostas enegrecidas, aderidas e espessas
- 4º grau
- Gangrena e desarticulação
Temperatura == Queimadura ==
Queimadura
- Queimaduras são lesões resultantes do calor sobre o revestimento cutâneo, podendo ser simples ou complexas.
- Queimadura simples
- É a lesão produzida apenas pela ação do calor.
- Queimadura complexa
- É a lesão produzida pela ação do atrito em relação ao calor e outros fatores próprios do agente agressivo (eletricidade, fricção, raios X, raios gama, líquidos).
- As queimaduras podem ser classificadas em:
- 1º grau
- Eritema simples - Somente a epiderme é atingida
- 2º grau
- Vesicação - Surgimento de flictenas contendo líquido citrino, rico em albuminas e cloretos.
- 3º grau
- Escarificação - Representada por coagulação necrótica da derme e da tela subcutânea.
- 4º grau
- Carbonização - Comprometem, parcial ou totalmente, as partes profundas dos vários segmentos do corpo, atingindo os próprios ossos e ocasionando muitas vezes o êxito letal.
- Prognóstico
- Depende de diversos fatores; os mais importantes são a idade e a superfície corporal queimada.
- Calcula-se, de forma aproximada, a superfície corporal queimada pela regra dos
“9”.
- Com a superfície corporal calculada utiliza-se o gráfico para a estimativa da taxa de sobrevida.
- Como exemplo, se um indivíduo de 25 anos (curva n. 3) tiver 40% da superfície corporal queimada, a probabilidade de sobrevivência é de 50%, entretanto se a idade for de 55 anos (curva 5), a probabilidade de sobrevivência é de cerca de apenas 10%.
Pressão As lesões ocasionadas pela pressão são raras e geralmente estão relacionadas com atividades de mergulho, alpinismo e aviação.
Um disparo de arma de fogo em focal fechado e pequeno pode produzir lesões como rotura timpânica.
Um avião comercial que vôe a 37.000 pés, mantém a pressão interna
equivalente à pressão de 8.000 pés. Caso ocorra uma descompressão, quanto
mais súbita ocorra, maiores serão os problemas. Isto, sem falar na questão da
baixa de oxigênio.
No caso dos mergulhadores, a fisiopatologia decorre da descompressão súbita e formação de gases no sistema circulatório. A cada 10m de profundidade na água, a pressão aumenta 1 atmosfera, ou seja, a 30 metros o mergulhador está sujeito a uma pressão total de 4 atmosferas.
Quando o mergulhador submerge a pressão aumenta e a tuba auditiva pode não
estar pérvea, impossibilitando a equalizando da pressão entre o ouvido médio e o externo. Esta diferença de pressão pode levar a ruptura timpânica, produzindo dor e comprometimento da audição.
Caso o mergulhador esteja com a cabeça desprotegida na água fria, a entrada abrupta de água no ouvido médio causa vertigem (vertigem alternobárica), desorientação e náusea. O mergulhador pode vomitar e afogar-se. O uso de tampões de ouvido é desaconselhado, pois cria um espaço fechado entre o tampão e a membrana timpânica onde a pressão não pode ser igualada.
Um mergulhador a 10 metros de profundidade, inspira uma o dobro de ar (em massa) que inspiraria na superfície. Caso emirja sem
expirar, o volume contido nos pulmões dobra e pode causar rupturas pulmonares fatais.
A embolia gasosa é o obstrução de vasos sangüíneos por bolhas de ar na corrente sangüínea, geralmente decorrentes da expansão do ar retido nos pulmões enquanto a pressão diminui durante a emersão em um mergulho. Ocorre também a formação de bolhas a partir dos gases dissolvidos no sangue e nos tecidos, que formam bolhas que obstruem o fluxo sangüíneo e causam dor e outros sintomas.
Por isso, existe a necessidade de usar tabelas de tempos de descompressão em função da profundidade e do tempo de mergulho e da mistura utilizada.
Radioatividade
- As lesões decorrentes da radioatividade são mais comumente produzidas por aparelhos de raios X ou por substâncias radioativas de uso medicinal ou industrial.
- Existe uma grande preocupação das autoridades com os atentados radioativos, utilizando, por exemplo, as chamadas “bombas sujas”, nas quais o componente radioativo não é utilizado para a explosão, mas é simplesmente espalhado por uma explosão convencional.
- As lesões locais são conhecidas como radiodermites e podem ser:
- Agudas
- PRIMEIRO GRAU - Formas depilatória ou eritematosa
- SEGUNDO GRAU - Geralmente representada por ulceração dolorosa, recoberta por crosta sero-purulenta
- TERCEIRO GRAU - Apresentam zonas de necrose
- Crônicas
- Podem apresentar as formas úlcero-atrófica, telangiectásica ou neoplásica.
Luz
- A intensidade luminosa excessiva pode causar danos ao aparelho visual, de forma crônica ou aguda.
- O esforço crônico em situações de luminosidade inferior à adequada também pode resultar em lesões.
- Radiação luminosa em espectros diversos do habitual, como ultra-violeta, podem causar lesões (no caso, opacificação do cristalino).
Som

Exposição crônica pode levar à debilidade ou perda auditiva irreparável.
Exposição aguda de grande intensidade também pode produzir lesões.
A intensidade sonora é medida em decibéis. Observe a tabela abaixo:
| Qualidade do Som |
Decibéis |
Tipo de Ruído |
| muito baixo |
0-20 |
farfalhar das folhas |
| baixo |
20-40 |
conversação silenciosa |
| moderado |
40-60 |
conversação normal |
| alto |
60-80 |
ruído médio de fábrica ou trânsito |
| muito alto |
80-100 |
apito de guarda e ruído de
caminhão |
| ensurdecedor |
100-120 |
ruído de discoteca e de avião
decolando |
| |
140 |
disparo de arma de fogo |
As perdas auditivas ocorrem de forma diferente para cada tipo de
freqüência.
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